Arafat está isolado do mundo
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sábado, 30 de março de 2002
France Presse 
GazaO presidente palestino, Yasser Arafat, cercado pelo exército israelense em seu quartel-general de Ramalah, está isolado do resto do mundo depois que cortaram as linhas telefônicas de seu escritório e que acabaram as baterias de seus celulares, indicou um responsável palestino. O presidente Arafat já não tem comunicação com o mundo exterior. Todas as linhas telefônicas estão cortadas. A situação é muito perigosa, afirmou à AFP este responsável, que pediu anonimato.
Cerco prossegueO presidente palestino, Yasser Arafat, estáva cercado, pelo segundo dia consecutivo, ontem, pelo exército israelense em seu quartel-general de Ramalah (Cisjordânia), onde soldados palestinos e israelenses se enfrentam há dias. Em Ramalah, há tanques e veículos blindados de transporte de tropas por toda parte, tudo está sob controle do exército israelense desde sexta-feira. Sete pessoas, cinco palestinos e dois soldados israelenses, morreram na operação da véspera.
A situação se mantém crítica nas proximidades do quartel-general de Arafat, que está são e salvo, indicou à AFP uma pessoa próxima ao presidente palestino.
Tanques israelenses estão posicionados no interior do prédio. Todos os edifícios do complexo estão em mãos israelenses salvo um dos três andares onde se encontram Arafat, seus colaboradores e seus guardas, e que não tem nem água nem eletricidade.
O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, assinalou na véspera que o objetivo da operação era destruir a infra-estrutura terrorista dos palestinos e isolar totalmente Arafat, quem ele classificou de inimigo. Ele afirmou que as operações militares vão durar pelo menos algumas semanas. Arafat acusou Washington de ter dado apoio à ofensiva israelense.
Os países árabes e a União Européia denunciaram a operação israelense.
Mais de 70 palestinos foram detidos na véspera no quartel-general de Arafat.
GarantiaO primeiro-secretário da embaixada israelense na Argentina, Edwin Yabo, afirmou ontem que seu país não está procurando matar o líder palestino, Yasser Arafat, e sim fazer com que ele se sinta um refém, no momento em que se mantém o cerco das tropas de Israel em Ramallah.


