Arafat destitui chefes de segurança
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terça-feira, 02 de julho de 2002
France Presse 
Ramallah O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, destituiu ontem o coronel Jibril Rajub, chefe da Segurança Preventiva na Cisjordânia, informou o ministro palestino de Obras Públicas, Azzam al Ahmed. Jibril Rajub foi substituído pelo ex-governador de Jenin Zuher Manafrah, que confirmou sua nova função, segundo Ahmed.
Como parte de uma reforma nos serviços de segurança, Arafat afastou também o chefe da polícia palestina Ghazi Jabali, que tem posição equivalente a de general, e o chefe da defesa civil Mahmud Abu Marzuk. Em setembro de 1997, o então ministro israelense da Justiça, Tzahi Hanegbi, firmou uma petição de extradição de Ghazi Jabali por seu suposto envolvimento em atentados antiisraelenses, sobretudo contra colonos.
A Autoridade Palestina, que é alvo de acusações de corrupção e de uma grande pressão internacional, revelou quarta-feira passada um plano de reformas em cem dias, em particular nos âmbitos financeiro, judicial e de segurança.
No plano da segurança, os dois serviços preventivos, na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, assim como a polícia e a defesa civil, passarão ao controle do recém-criado Ministério do Interior para que este ''seja reponsável por todas as questões que afetem a segurança interna''.
Os Estados Unidos querem que esses serviços sejam reestruturados e reagrupados para aumentar sua eficácia na luta contra os grupos armados palestinos. Também na semana passada, a presidência do conselho israelense acusou o chefe dos serviços de inteligência palestinos na Cisjordânia, general Taufic Tiraui, de estar envolvido na preparação de atentados antiisraelenses.
Ramallah O movimento Al Fatah, o principal da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), desmentiu oficialmente ontem que tenha incentivado ataques contra objetivos dos Estados Unidos e de Israel no mundo todo. O desmentido segue a difusão, na segunda-feira, de um comunicado atribuído a afiliados desse movimento e das organizações islâmicas Hamas e Jihad Islâmica em reação às pressões dos EUA.


