Arafat confirma sua ausência na reunião
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terça-feira, 26 de março de 2002
Agência EFE 
Jerusalém O presidente palestino, Yasser Arafat, decidiu não participar da Cúpula Árabe de Beirute e comunicou a decisão definitivamente ontem à noite, informou Yasser Abed Rabo, ministro da Informação e Cultura da Autoridade Nacional Palestina (ANP). Abed Rabo disse que o líder palestino não aceita viajar a Beirute sob as exigências impostas por Israel, cujo primeiro-ministro, Ariel Sharon, condicionou sua saída e seu retorno à suspensão da violência e a que os EUA garantam a Israel o direito de não autorizar sua volta aos territórios palestinos.
Se olharmos o passado político de Sharon, veremos que ele bloqueou toda iniciativa de paz, o que significa um insulto e uma humilhação aos palestinos e a todo o mundo árabe, afirmou Abed Rabo. E acrescentou: Espero que os EUA façam algo para colocar fim às agressões militares de Sharon e de seu Governo.
Observadores mortosDois membros de uma força internacional de observadores em Hebron morreram, ontem, atingidos por disparos feitos por atiradores palestinos, segundo o exército israelense. A princípio informou-se que se tratava de dois membros noruegueses da Presença Internacional Temporária em Hebron (TIPH, na sigla em inglês), mas fontes militares norueguesas na Cisjordânia esclareceram depois que os mortos são um turco e um suíço. Esse grupo de observadores desarmados é formado por noruegueses, dinamarqueses, italianos, turcos, suecos e suíços.
Carro-bombaDois palestinos que estavam em um carro-bomba morreram na explosão ontem dos explosivos quando eram perseguidos por policiais em Jerusalém, informaram fontes da segurança. Os policiais ordenaram ao motorista do carro que parasse para ser identificado porque despertaram suspeitas, mas ele preferiu fugir, disseram as fontes.
Sem acordoAltos comandantes da segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP) disseram ontem ao mediador norte-americano Anthony Zinni que rejeitam seu documento para negociar a paz porque consideram que é parcial e que favorece as posições de Israel. A decisão sobre o documento foi tomada segunda-feira à noite em Ramallah, durante uma reunião de quatro horas dos dirigentes palestinos, presidida por seu líder, Yasser Arafat.


