BeiruteO príncipe herdeiro saudita, Abdulá ben Abdelaziz, e o vice-presidente do Conselho do Comando da Revolução do Iraque, Ezat Ibrahim, selaram ontem, com quatro beijos, a reconciliação entre seus dois países, em conflito desde a Guerra do Golfo Pérsico de 1991. Diante dos participantes da Cúpula Árabe de Beirute, minutos antes de retomar as sessões, Ibrahim, segundo na hierarquia de seu país, tomou a iniciativa e se dirigiu ao príncipe Abdulá, que governa de fato em seu país, para lhe dar um beijo na bochecha, ao estilo árabe.
A reconciliação entre Bagdá e Riad ocorreu em uma reunião entre Abdulá e Ibrahim, segundo fontes diplomáticas árabes em Beirute, e significa uma mudança radical na estratégia de confronto do Iraque com seus vizinhos do sul: Kuwait e Arábia Saudita.
A mediação do presidente do Iêmen, Ali Abdula Saleh, e do ministro de Assuntos Exteriores do Catar, xeque Hamad Ben Jasem Ben Yaber Al Zani, foram essenciais para a reconciliação.
‘‘O problema está resolvido e elaboramos uma declaração com o Kuwait e o Iraque, que foi aceita por ambas as partes’’, disse aos jornalistas o ministro de Assuntos Exteriores do Catar.
Durante a sessão de abertura da cúpula, o vice-presidente do Conselho do Comando da Revolução do Iraque, Ezat Ibrahim, afirmou que seu país ‘‘respeita a segurança do Kuwait’’ e deseja ‘‘restabelecer as relações’’ com o emirado.

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