Cairo – O muro de defesa que está sendo construído por Israel ao longo da fronteira da Cisjordânia para evitar atentados palestinos provocou a hostilidade dos países árabes, o receio dos Estados Unidos e até reações negativas em Israel. Segundo o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, cuja organização conta com 22 membros, as obras iniciadas domingo por Israel para cercar parte da Cisjordânia, não anunciam outra coisa senão ‘‘um novo muro de Berlim’’.
O presidente egípcio, Hosni Mubarak, afirmou que o muro não é útil e não vai garantir a segurança de Israel. ‘‘É o processo de negociações para alcançar uma solução justa e global que preservará a segurança de todos’’, argumentou.
‘‘Uma cerca de arame farpado e blocos não vai garantir a segurança de Israel e o apartheid que era vigente na África do Sul não terá sucesso em Israel’’, declarou o ministro saudita das Reações Exteriores, Saud al Fayzal.
Até a extrema-direita israelense criticou a construção da cerca por considerar que a barreira poderia materializar definitivamente a fronteira entre Israel e um futuro Estado palestino, que se nega a aceitar.

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