Árabes da fronteira pedem paz
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sexta-feira, 05 de abril de 2002
Alexandre Palmar<br>Da Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu A comunidade árabe de Foz do Iguaçu realizou ontem um ato público contra o avanço militar de Israel nos territórios árabes ocupados no Oriente Médio. Cerca de 400 pessoas se reuniram em frente à Câmara Municipal para mostrar solidaridade ao povo palestino e pedir paz. Foz tem a segunda maior colônia árabe do Brasil e maior do Paraná, com cerca de 10 mil imigrantes. A estimativa é que existam 50 famílias de palestinos da cidade.
Os manifestantes interditaram a rua em frente à Câmara, na área central da cidade, das 16 às 17 horas, munidos de bandeiras (do Líbano, Brasil e Palestina), faixas, cartazes com fotografias de crianças e mulheres atingidas pelo Exército israelense. Também distribuíram panfletos, exigindo das Nações Unidas a criação de um Estado Palestino soberano e indenpendente.
Reivindicaram, aos gritos, a saída das tropas de Israel, elogiram o presidente da Autoridade Nacional da Palestina, Yasser Arafat, e criticaram o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon. Acusaram ainda os EUA de ajudar o exército israelense. Sharon assassino!, gritaram, em vários momentos, pedindo a morte do premiê.
Pedimos uma pátria para morar, uma terra de volta, disse Said Bilal Wehbi, líder religioso da sociedade islâmica, afirmando existir uma guerra entre um opressor e um oprimido. O sheik Mounir Fadel agradeceu o apoio de presidentes de várias nações. É importante que escutem os gritos do povo palestino contra a máquina bélica de Israel, frisou Fadel.
O manifesto contou com apoio de bispos da Igreja Católica, da Igreja Católica do Brasil, do Movimento Árabe Cristão de Foz do Iguaçu, do Centro de Direitos Humanos (CDH) de Foz, do Consulado da Síria em Ciudad del Este (Paraguai), da seccional Foz da Ordem de Advogados do Brasil (OAB), vereadores e partidos políticos.


