Curitiba - Noventa por cento dos votos de todo o País deverão estar apurados até a meia-noite do domingo. A previsão é do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Sepúlveda Pertence. Ele esteve ontem em Curitiba para recepcionar a delegação estrangeira que acompanhará amanhã a eleição brasileira. Curitiba vai receber 19 visitantes de quatro países, Tailândia, Paraguai, Colômbia e Argentina, além de representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização dos Estados Americanos (OEA).
Os números gigantescos das eleições brasileiras e o sistema informatizado são os fatores que atraem os observadores estrangeiros. A votação acontece em 5.563 municípios. O País tem 119.821.569 eleitores. O número de candidatos é 375.734. O pleito vai custar ao TSE R$ 595 milhões. Os 399 municípios paranaenses têm 6.907.327 eleitores e 24.934 candidatos. No Paraná, o custo das eleições está orçado em R$ 12,8 milhões (R$ 1,52 por voto). Diante desse quadro, Sepúlveda Pertence admite que não é possível relaxar. ''O clima está preocupantemente calmo'', brincou.
Ele explica que o TSE está tomando as providências para que a votação ocorra de maneira tranquila em todo o País e que cada Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tomou as medidas necessárias para evitar problemas. Segundo o ministro, 298 cidades do Brasil pediram o auxílio de forças policiais federais. Só no Estado do Piauí, 104 municípios pediram o reforço. No Paraná, nenhuma localidade apelou para as forças federais.
Quanto à apuração dos votos, a grande maioria dos municípios deve conhecer no domingo seus vereadores e prefeitos ou os candidatos ao segundo turno. ''A gente não pode prever (término da apuração) com exatidão. Algumas urnas podem resolver estar de mau-humor'', disse Sepúlveda Pertence. Quando questionado sobre o nível da campanha, o ministro também ironizou: ''(Campanha) Foi normal. Uma baixaria aqui, outra ali''.
Segundo o TSE, as eleições brasileiras vão atrair, este ano, delegações de dez países para conhecer o sistema informatizado, que se tornou modelo de rapidez e confiabilidade. Na opinião do ministro, depois da urna eletrônica, só falta um ponto para melhorar ainda mais o processo eleitoral nacional: substituir o título de eleitor por um sistema mais moderno de identificação, talvez digitalizada. Isso evitaria fraudes, apesar delas não serem comuns, garante Sepúlveda Pertence.
O ministro explica que um novo meio de identificação está em estudo no TSE e talvez entre em teste, em alguns locais, na próxima eleição. Por enquanto, a novidade emperra no custo alto. ''Minha idéia é agregar uma função ao título eleitoral, casando com o sistema nacional de identificação.''

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