Apuração começou em fevereiro de 99
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segunda-feira, 15 de maio de 2000
Da Redação 
O chamado escândalo AMA-Comurb começou a ser investigado pelo Ministério Público (MP) no dia 19 de fevereiro do ano passado. O que motivou as primeiras investigações foi um pedido da vereadora Elza Correia (PMDB), que recebeu denúncias de irregularidades na terceirização dos serviços de capina e roçagem na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA).
Uma análise das planilhas mostrou que havia superfaturamento nos serviços de capina e roçagem executados pela Tâmara Serviços Técnicos, empresa ligada à Principal Vigilância, que também prestava serviços ao município. A investigação foi estendida à Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) depois que o MP descobriu que essas empresas também mantinham contratos com a companhia.
As investigações começaram com o promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, e ganharam reforço do promotor de Investigações Criminais (PIC), Cláudio Esteves. Em agosto, após receber informações de que os contratos estavam sendo manipulados na tentativa de acobertar as fraudes, os promotores fizeram uma devassa na Comurb e apreenderam documentos referentes a mais de 100 contratos suspeitos. A apuração também ganhou reforço da promotora da 3ª Vara Cível, Solange Vicentin, designada exclusivamente para o caso.
O trabalho do MP tem apoio das entidades de classe que, no ano passado, se juntaram para formar o Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina. As entidades cobram punição dos envolvidos no escândalo, considerado o maior esquema de corrupção da história de Londrina. Até agora, documentos, depoimentos e outras provas anexadas aos autos envolvem 200 contratos que teriam sido fraudados. O MP já conseguiu comprovar o desvio de pelo menos R$ 16 milhões dos cofres públicos. Mas um dos principais envolvidos no esquema, o ex-diretor-financeiro da Comurb, Eduardo Alonso, estima o rombo em R$ 100 milhões.
A promotoria reúne 50 mil páginas de investigação, que se desmembraram em dezenas de procedimentos administrativos e 13 inquéritos civis públicos abertos em 99 e neste ano. A Polícia Civil também investiga o caso e instaurou 13 inquéritos que estão em andamento no 6º Distrito Policial. Também há investigação da Polícia Federal.


