Maurício Borges
Em Apucarana, que tem um colégio eleitoral de 75 mil votantes, o prefeito Carlos Roberto Scarpelini (PPB), ainda não admite publicamente que será candidato à reeleição, mas já trabalha quase que em ritmo de campanha. Por enquanto, ele condiciona sua candidatura à situação do quadro político local, na época em que for indispensável uma definição.
Scarpelini, que é prefeito de Apucarana pela segunda vez - o mandato anterior foi no período de 83 a 88 -, argumenta que sofreu muito desgaste administrando uma crise financeira sem precedentes na história do município. ‘‘Somente a partir de agora, depois de dois anos saneando dívidas, estamos conseguindo desenvolver nossos programas e obras e, assim mesmo, apenas com recursos próprios’’, explica.
Apesar dos reclamos, Scarpelini já trabalha na conquista de novas lideranças para compor chapas de vereadores, fortalecendo o PPB e o PSDB que são os partidos de sua base aliada e que lhe dão sustentação na câmara.
Pelo lado da oposição o principal adversário de Scarpelini continua sendo o ex-prefeito e atual presidente da Codapar, Valter Aparecido Pegorer, que há alguns meses está sem partido político, mas já anunciou que só não será candidato se morrer antes. Pegorer tem sido um crítico ferrenho do atual prefeito.
Outros candidatos que poderão entrar na disputa em Apucarana são os empresários Felipe Neto (PPS) e Sebastião Ferreira Martins (PSC), que, por enquanto, estão trabalhando apenas nos bastidores. No PMDB, João Batista Cardoso pode ser candidato a prefeito.

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