Apucarana e Cascavel reajustam salário de vereador
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
Seguindo o exemplo de Londrina, Curitiba e Maringá, os vereadores da Câmara de Apucarana (Norte) aprovaram em sessão extraordinária ontem pela manhã, em primeiro turno, um aumento de cerca de 45% nos salários dos vereadores da próxima legislatura, que começa em 2013. O subsídio pulou de R$ 6,7 mil para R$ 10 mil. O projeto também contempla o salário do prefeito, que hoje é fixado em R$ 22,5 mil e passará a R$ 25 mil, do vice-prefeito, que hoje recebe R$ 10 mil e passará a receber R$ 15 mil, e dos secretários municipais, que passarão a receber R$ 9,2 mil, contra os atuais R$ 6,7 mil. O projeto ainda depende de duas votações - uma prevista para hoje e outra amanhã.
Em Apucarana, os parlamentares atingiram o teto máximo permitido. Na faixa de habitantes que se encontra a cidade (mais de 100 mil), os vereadores podem receber até 50% do que recebe um deputado estadual - R$ 20.040,00. O subsídio aprovado pelos vereadores é exatamente a metade desse valor - R$ 10.020,00. Somente um dos onze vereadores da Casa, Aldivino Marques (PSC), votou contra a matéria. ''Sabemos que pode ser um valor alto, mas em Apucarana nós não recebemos nenhum valor extra. Não temos verba de gabinete, auxílio gasolina, celular ou paletó. Cada vereador arca com seus gastos somente com o subsídio que recebe'', explicou o presidente da Câmara, Alcides Ramos (DEM).
Ramos ainda destacou que, historicamente, a decisão do salários dos parlamentares na cidade sempre é feito um ano antes das eleições. ''Sempre foi feito assim, porque em ano eleitoral é complicado votar salário. Estamos dentro da lei e achamos melhor já fazer essa votação'', finalizou.
Em Cascavel (Oeste), a decisão dos salários dos vereadores também foi feita em sessão extraordinária, na noite de terça-feira. O aumento foi de cerca de 55%, fazendo o subsídio subir de R$ 6,1 mil para R$ 9,6 mil, mas, assim como em Londrina, esse projeto não contemplou prefeito, vice-prefeito e secretários municipais. A primeira votação da matéria foi unânime, mas a segunda registrou seis votos contrários - Otto dos Reis Filho (PSDB), Leonardo Mion (PSDB), Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), Paulo Tonin (PP), Mário Seibert (PTC) e Nelson Padovani (PMDB).
''Teoricamente, poderíamos votar esses salários até as eleições de 2012. Mas, quando começam as pesquisas eleitorais, você consegue prever quem pode ser reeleito e assim estaríamos legislando em causa própria. Um ano antes do pleito não temos como saber nem quem será candidato, por isso votamos agora'', explicou o presidente da Casa, Marcos Damaceno (PDT).
O presidente da Casa alegou ainda que ''entende os protestos do povo'' em relação ao assunto. ''A população nunca quer o aumento de salário de políticos, mas a população também não entende que nosso subsídio fica quatro anos congelado e só pode ser reajustado uma vez por mandato. Acho que seria melhor fixar um teto e que o valor fosse reajustado todo ano com a inflação, como qualquer trabalhador comum. Assim fugíamos dessa polêmica toda'', finalizou.


