Aproximação entre PSDB e PMDB incomoda PPS
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Catarina Scortecci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Próximo de um acordo com o PMDB, o PSDB do governador do Estado, Beto Richa, agora sofre pressão de aliados mais antigos. Ontem, um dia depois de líderes tucanos anunciaram que as arestas internas foram aparadas para receber o PMDB, a bancada de parlamentares do PPS na Assembleia Legislativa divulgou para a imprensa uma nota na qual reclamam por mais espaço.
Não é de hoje que pepessistas se colocam como insatisfeitos na aliança com o PPS, formada ainda na campanha eleitoral do ano passado. Nos bastidores, corre que, além da possível aliança com o PMDB, líderes do PPS estariam incomodados também com um suposto assédio do PSDB no interior, já que filiados pepessistas, inclusive com potencial de candidatura para o pleito do próximo ano, estariam migrando para a legenda de Beto Richa.
Na nota divulgada ontem à imprensa, os três deputados estaduais que integram a bancada do PPS na Assembleia Legislativa - Marcelo Rangel, Douglas Fabrício e César Silvestre Filho - informaram que vão se reunir com Beto Richa na próxima semana. Um dos temas que será discutido no encontro, segundo a nota do PPS, ''é a notícia de que deputados estaduais que fizeram oposição ao atual governo do Estado durante a campanha eleitoral agora podem passar a integrar a base''.
''O PPS esteve com o Beto desde a primeira hora e precisamos que as propostas feitas pelo partido durante a campanha eleitoral agora sejam contempladas dentro do plano de governo'', disse o líder da bancada, Marcelo Rangel. Já César Silvestre Filho defendeu até um ''tratamento diferenciado'' entre quem apoiou Beto Richa ainda durante a campanha eleitoral e ''quem agora passa a aderir à atual gestão''. ''Entendemos que Beto Richa tem um perfil aglutinador e que isso tem dado certo. Mas o PPS esteve ao lado dele durante a campanha eleitoral e tem tido uma postura de defesa do governo do Estado na Assembleia Legislativa desde o começo do mandato. Portanto, nada mais justo que tenhamos um tratamento diferenciado'', disse ele.


