Foi aprovado ontem em primeiro turno o projeto de lei do Executivo que concede reposição aos servidores municipais de Londrina. Segundo o sindicato que representa a categoria, o Sindserv, o índice deverá ficar em 3,36% - bem abaixo dos quase 40% de perdas pleiteadas, referentes a sete anos. O aumento é referente à inflação acumulada entre janeiro e junho deste ano, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Já o auxílio-alimentação, também analisado na matéria, teve uma variação média de 4,72%.
O projeto original foi aceito com a emenda proposta pela Mesa Executiva, a qual estende a aplicação do percentual apurado também aos servidores ativos, aposentados e pensionistas da Câmara.
O presidente em exercício do Sindserv desde 4 de junho, Marcos Ratto - o titular, Marcelo Urbaneja, se licenciou em função das eleições municipais -, considerou a proposta colocada no projeto ''lamentável'' e descartou, por ora, submete-la a assembléia da categoria. Mas avisou: na segunda e última discussão, marcada para a terça-feira, a intenção ''é trazer o servidor para a Câmara''. ''A administração não está respeitando os técnicos que estudaram as receitas da Prefeitura para conceder reposição só desse período'', criticou.
O Executivo argumentou, quando elaborou o projeto, que não poderia ofertar índice maior em virtude do período eleitoral: a partir de 1º de junho, não poderia conceder reajuste salarial que alcançasse anos anteriores. ''Isso não existe. Em 2004 também foi argumentado isso, e nada'', definiu Ratto. De lá para cá, foram duas greves: uma de 31 (2005) e outra de 106 dias (2006).
O líder do prefeito na Câmara, Gláudio Lima, admitiu que o percentual não atende a reivindicação do funcionalismo. ''Atenderia se recompusesse todo o salário. Mas foi o que a administração entendeu em virtude do período eleitoral e da capacidade de endividamento'', explicou.

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