Curitiba - Os deputados aprovaram na tarde de ontem, por unanimidade, o plano de cargos e salários dos professores da rede pública estadual. O plano concede um reajuste médio de 33% para a categoria. Foi aprovado um substitutivo ao texto da mensagem, mas ficaram de fora algumas emendas defendidas pela categoria e apresentadas pela oposição.
O plano foi elaborado pelos técnicos do governo do Paraná, após meses de negociação com os professores. O substitutivo incluiu a manutenção do pagamento de 50% do salário para os professores do ensino especial, como uma gratificação. O acordo para votação, porém, não impediu que a categoria defendesse outras alterações.
Os professores pediam a mudança da data-base de junho para fevereiro, o que não foi concedido. Também queriam 60 dias de férias, em vez dos 30 dias de férias e outros 30 de recesso, como acontece atualmente. Essa mudança também foi rejeitada. As propostas de pagamento retroativo a novembro do ano passado ou janeiro deste ano também foram derrubadas.
Os professores lotaram as galerias da Assembléia Legislativa para acompanhar a votação, e vaiaram os deputados que se colocaram contra as emendas da oposição.
José Lemos, presidente da APP-Sindicato, a entidade que representa os professores, disse que o plano é bom de uma maneira geral. Mas mesmo com a aprovação do plano a categoria continua reivindicando a recomposição das perdas salariais, de 95%. Lemos disse que o governo não aceitou conceder 60 dias de férias alegando que os professores poderiam entrar na Justiça para receber o terço de férias sobre os 60 dias.
A discussão do plano durou horas no plenário, que foi transformado em comissão geral para acelerar a votação. Com a comissão geral, não é necessário que as emendas sejam analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e Finanças, por exemplo. O plano deve ser encaminhado hoje para sanção do governador para entrar em vigor.
A votação do plano dos professores foi a última encaminhada por Angelo Vanhoni (PT) como líder do governo. Em seu discurso antes da votação, Vanhoni disse que o Brasil só vai mudar quando a educação for tratada como prioridade. Salvo mudança de última hora, Natálio Stica (PT) assume a liderança na segunda-feira. Vanhoni deixa o cargo porque é pré-candidato à Prefeitura de Curitiba.

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