Curitiba - A Assembléia Legislativa aprovou ontem em primeira votação o projeto de lei que reajusta o salário dos professores de faculdades e universidades estaduais. A revisão da tabela salarial atinge cerca de 5 mil professores ativos e 1,6 mil inativos, além de cerca de mil colaboradores. O projeto volta à pauta da Assembléia para aprovação final na próxima terça-feira.
Segundo o governo estadual, o índice de reajuste varia de 18% a 30%, de acordo com a carga horária desenvolvida pelos docentes e o nível em que o professor se encontra na carreira. De acordo com o líder do governo Dobrandino da Silva, a correção da tabela visa corrigir distorções nos salários pagos aos docentes. ''Em vez de dar um reajuste linear para todos os professores, o governo optou por dar um reajuste maior a quem ganhava menos, para corrigir a disparidade no tratamento dos professores'', explicou Dobrandino.
A alteração na tabela privilegia os professores em início de carreira, que terão acesso a um índice de reajuste maior. Pela mensagem, um professor assistente que passa à categoria de adjunto recebe um reajuste de 15%, contra os 6,5% pagos anteriormente. Já um professor associado que passa para a categoria de titular (último nível da carreira) recebe um reajuste de 10%, contra os 20% pagos anteriormente.
A mensagem do governo também organiza o pagamento de adicionais concedidos à categoria, que estavam distribuídos em várias leis separadas. A nova tabela determina critérios mais claros para a concessão do Regime de Dedicação à Pesquisa, que era tratado anteriormente de forma semelhante ao Tempo Integral de Dedicação Exclusiva (Tide).

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