Curitiba - Os deputados da liderança do Governo Requião na Assembléia Legislativa conseguiram aprovar ontem as emendas do projeto de lei do governo que regulamenta a contratação de pessoal para trabalhar no Estado por tempo determinado para necessidades excepcionais. A oposição deixou o plenário para tentar derrubar a sessão, porém havia 28 deputados da liderança, número suficiente para a votação. Apenas Valdir Rossoni (PFL) ficou no plenário representando a oposição. O projeto já havia sido aprovado na segunda-feira por 36 votos a favor e seis contra.
Com queria a liderança do governo, das dez emendas da Comissão de Finanças, três foram rejeitadas. O mesmo aconteceu com das duas emendas apresentadas em plenário. Entre as emendas que foram rejeitadas, uma tratava do tempo máximo de contratação dos temporários. O projeto determinada 180 dias. Agora não há prazo fixo.
''Depende do tipo de contratação. Umas podem durar mais, outras menos. Não dá para deixar fixo'', argumentou o líder do governo Dobrandino da Silva (PMDB).
Caíram também as emendas que tratavam da remuneração dos docentes, que no projeto deveria ser com base em uma tabela que os classifica por titulação, e a que determinava uma multa ao trabalhador caso o contrato fosse cessado antes do tempo estipulado.
Já as emendas do plenário, sugeridas pela oposição, pediam a supressão de sete incisos da lei. Entre eles, explicou o deputado Durval Amaral (PFL), estão incisos que dão força ao governo no combate aos transgênicos, que permitem que temporários sejam contratados nas áreas de Saúde e Segurança Pública, que autorizam o Departamente de Estradas e Rodagem (DER) a contratar temporários ao invés de se reequipar.

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