Aprovação pessoal de Lula atinge 81,5%, aponta pesquisa
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segunda-feira, 01 de junho de 2009
Leonardo Goy<BR>Agência Estado 
Brasília - A avaliação positiva do governo Lula voltou a subir em maio, após cair em março, sob os efeitos da crise econômica global. Segundo a pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem, a avaliação positiva do governo subiu dos 62,4% de março para 69,8% em maio. Em janeiro, a aprovação do governo Lula era de 72,5%. A aprovação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também voltou a subir, saindo dos 76,2% de março para 81,5% em maio.
O Instituto abordou na sondagem qual seria o desempenho do presidente caso ele pudesse concorrer nas eleições de 2010. A porcentagem de intenções de voto subiu de 16,2% para 26,2%. Lula, no entanto, não pode disputar um terceiro mandato, a não ser que o Congresso consiga alterar a Constituição. A tese foi apresentada na semana passada em forma de projeto de lei do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), mas perdeu parte das 183 assinaturas e não prosperou. Foram 17 assinaturas retiradas na última hora e a proposta não atingiu os 171 apoios necessários. Barreto disse que reapresentará a PEC.
Crise
O brasileiro acredita que o País ainda vive os efeitos da crise financeira, mas está mais otimista do que no início do ano. O levantamento mostra que cresceu de 38,7% em março para 39,6% em maio o porcentual dos que conhecem ou ficaram sabendo de alguém que perdeu emprego por causa da crise. Por outro lado, caiu de 44,8% para 39,1% a parcela dos que afirmavam ter receio de perder o seu próprio emprego. Além disso, subiu de 40,1% para 50,4% o total dos que acreditam que o Brasil está lidando adequadamente com a crise. Mesmo assim, a maior parte dos entrevistados, 55,3%, avalia que o Brasil continua na crise, contra 35,9% que acham que o País está saindo da turbulência.
O levantamento também fez perguntas sobre a situação atual e futura de variáveis como emprego e renda. Para 32,3% dos entrevistados, apesar de a percepção negativa ainda ser forte, houve uma melhora na avaliação dessas duas variáveis dos últimos seis meses quanto aos próximos seis meses. Ao serem questionados sobre como está a situação do emprego nos seis meses passados, 32,3% disseram que melhorou, contra 20,9% que faziam essa mesma leitura em março. A taxa dos que dizem que piorou o emprego nos últimos seis meses caiu de 54,5% para 43,1%. Com relação à situação da renda nos seis meses anteriores, a avaliação de que houve aumento subiu de 24,6% em março para 28,7% em maio.
Quanto ao futuro, 56,4% disseram, em maio, que o emprego vai melhorar nos próximos seis meses. Em março, 48,8% haviam feito esse prognóstico. Para a renda, o porcentual dos que acreditam em aumento nos próximos seis meses cresceu de 49,2% para 53,4%. O chamado Índice do Cidadão, que mede a avaliação atual do País, subiu de 41,18 pontos em março para 45,84 pontos em maio. O índice que mede as expectativas gerais para o futuro subiu de 65,90 pontos para 69,93 pontos.
A pesquisa revelou que 97,4% dos entrevistados possui algum grau de conhecimento sobre a gripe suína. Desse total, 61% avaliam que o Brasil está preparado para combater a doença. Para 33,5%, o Brasil não está pronto.
A CNT/Sensus fez uma comparação com a gripe aviária, sobre a qual consultou os entrevistados em abril de 2006. Na época, 86,2% das pessoas ouvidas à época tinham alguma informação sobre a doença. Destas, 30,4% acreditavam que o Brasil estava preparado para combater a doença.


