Aprovação é 'improvável', afirma Cunha
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Daniel Carvalho e Ricardo Brito<br> Agência Estado 
Brasília - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criticou ontem o conjunto de medidas anunciado pelo governo para reduzir o deficit em seu orçamento em 2016. Para Cunha, o governo faz ajuste "na conta dos outros", já que, segundo suas contas, 75% dos cortes dependem de outros entes, que não o governo federal. Cunha também disse acreditar que a aprovação da CPMF pelo Congresso é "improvável". "Além de o governo estar com uma base muito frágil, o tema, por si só, já é polêmico", afirmou, dizendo-se contra o regresso do chamado imposto do cheque. "Além disso, o tempo de tramitação de uma matéria como esta é muito longo", ponderou. Cunha também criticou o pacote de medidas por depender de outros que não o governo. "Setenta e cinco por cento não são despesas que o governo cortou. O governo está fazendo o ajuste na conta dos outros. É um pseudo corte de despesas", disse Cunha. "É como se jogasse a bola para cá."
Já o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), anunciou que a oposição vai lançar uma frente única para barrar a aprovação da nova CPMF e de outras medidas de aumento de impostos.


