Brasília - A avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu neste mês a melhor marca do nas pesquisas CNI/Ibope. Em levantamento divulgado ontem, os entrevistados que consideram a gestão ótima ou boa são 38% do total, em comparação aos 29% de junho e aos 34% de março. O desempenho da administração federal, no entanto, não conseguiu superar o índice de dezembro de 2003, quando o governo atingiu seu pior desempenho no ano passado, 41% de avaliação positiva.
Na pesquisa divulgada ontem, a menção ruim/péssima caiu de 26% para 19%, e a ''regular'' oscilou, na margem de erro, de 42% para 40% no período. ''O resultado da pesquisa mostra que houve uma reversão da avaliação da população brasileira em relação ao governo, ao presidente e ao índice de confiança'', afirmou Marco Antonio Guarita, diretor da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
A aprovação de Lula oscilou de 51% para 55%, e os que desaprovam o presidente caíram de 42% para 36%. A confiança no presidente foi de 54% a 58%, no mesmo período, enquanto o grupo dos que não confiam em Lula foi reduzido de 43% para 37%. ''A preocupação (em relação aos) salários vem crescendo gradativamente desde março. Já para o desemprego, embora ainda seja a maior inquietação da população, o índice vem caindo'', disse Amaury Teixeira, consultor da MCI.
Em respostas preestabelecidas, 50% dos entrevistados responderam que a principal tarefa do governo é promover o crescimento e o emprego. O índice era de 58% em março e de 55% em junho. Melhorar os salários foi apontado por 27% (21% em março e 24%, em junho). As outras alternativas eram ''controlar a inflação'' (13%) e ''melhorar as condições sociais'' (9%). ''No que se refere a emprego e economia, há uma evolução dos índices. Isso só reforça a percepção de que avaliação está bastante influenciada pela questão econômica'', disse Teixeira.
Em uma análise por público, o relatório da pesquisa indica que houve uma inversão da avaliação do governo nas capitais. Há três meses, 24% indicaram o governo como bom ou ótimo, em comparação aos 29% que consideravam a gestão ruim ou péssima. Já nesta pesquisa, a avaliação positiva subiu para 33%, e a negativa caiu para 22%. A expectativa de aumento do desemprego caiu. Em junho, 55% dos entrevistados consideravam que o desemprego iria aumentar nos próximos seis meses. Já na última pesquisa, 44% vêem um maior desemprego.
A pesquisa ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 9 e 14. As entrevistas foram realizadas em 140 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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