Aprovação do governo Dilma cai 7 pontos
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quinta-feira, 27 de março de 2014
Folhapress 
Brasília - A queda na popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) e de seu governo registrada em pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e divulgada ontem, jogou um balde de água fria no Planalto e resultou em uma reunião não programada para avaliar o cenário político e eleitoral.
Ministros e interlocutores que atuam na pré-campanha pela reeleição foram chamados para discutir os motivos da redução de sete pontos percentuais na popularidade do governo.
Ao final do encontro, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que desde sua posse no início de fevereiro jamais concedera uma declaração à imprensa, fez um inédito pronunciamento aos jornalistas.
Afirmou que o resultado da pesquisa é "uma motivação a mais para a gente trabalhar, trabalhar e trabalhar ainda mais duro para melhorar o Brasil e a vida do povo".
O levantamento mostrou que o índice de eleitores que consideram o governo bom ou ótimo caiu de 43% em novembro para 36% agora. Os que acham ruim ou péssima a gestão de Dilma foram de 20% para 27%.
Houve piora em todas as áreas da administração apuradas pelo instituto. Os entrevistados demonstraram descontentamento maior com as políticas econômicas, principalmente em relação à inflação e ao desemprego. Segundo a Folha apurou, os números assustaram o governo.
Caso Petrobras
A sondagem foi feita entre os dias 14 e 17, antes, portanto, da polêmica envolvendo a compra de uma refinaria no Texas pela Petrobras. No PT, a aposta é que se trata de um tema de difícil compreensão para a grande maioria do eleitorado e, por isso, tende a não ter muito impacto eleitoral.
Nos bastidores do Palácio, teme-se que a queda registrada pelo Ibope reforce o movimento dentro do próprio PT pelo retorno de Lula ao jogo eleitoral, ação que enfraquece o engajamento da militância na campanha de Dilma.
Desde o ano passado, a cúpula do governo e do PT apostava na recuperação de Dilma após o abalo provocado pelas manifestações de junho. Com a queda, a petista interrompe um ciclo de recuperação flagrado desde setembro.



