Aprovação de supersecretarias confirma bancada aliada
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terça-feira, 21 de junho de 2011
Catarina Scortecci <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A aprovação ontem das polêmicas ''supersecretarias'' do Executivo na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná acabou comprovando a força da bancada aliada ao governador do Estado, Beto Richa (PSDB). Os dois projetos de lei que criam 295 cargos comissionados e alteram a estrutura de algumas secretarias de Estado foram considerados os mais polêmicos já enviados pelo atual governo do Estado para votação no Legislativo. Embora o líder da bancada aliada, Ademar Traiano (PSDB), contasse com ampla maioria desde o início da gestão tucana, a atuação do PMDB na Casa ainda era considerada uma incógnita. Ontem, a maioria dos peemedebistas votou a favor das propostas, que foram rejeitadas por apenas seis votos do PT.
A ''crise de identidade'' do PMDB vem desde o início do ano, quando o ex-líder da base aliada de Requião, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), passou a ocupar uma Pasta no governo tucano. Ontem, no início da sessão plenária, o deputado estadual Caíto Quintana (PMDB) chegou a informar que a tendência era que a bancada do PMDB, maioria na Casa, optasse pela abstenção durante a votação. ''A abstenção vai servir como um alerta, uma advertência'', disse. O discurso encabeçado por Caíto, contudo, não estava afinado com os demais. Antes da votação, Alexandre Curi (PMDB), por exemplo, já declarava apoio aos projetos de lei, e nenhum peemedebista cogitava o voto contra.
Durante a votação, apenas Nereu Moura (PMDB) votou pela abstenção. O peemedebista Antonio Anibelli Neto e o próprio Caíto estavam ausentes no momento da votação. Todos os demais membros da bancada do PMDB votaram a favor dos projetos de lei.
As propostas se tornaram polêmicas porque aumentam as áreas de atuação de parentes de Beto: pelos projetos de lei, seu irmão, Pepe Richa, passa a comandar a secretaria de Infraestrutura e Logística, que é a união da Obras Públicas com Transportes; já a primeira-dama, Fernanda Richa, fica à frente da secretaria da Família e Desenvolvimento Social, que assume a responsabilidade pela área social, antes uma prerrogativa da Pasta do Trabalho. As duas propostas seguem para sanção do Executivo.


