Curitiba - O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) tem a aprovação (registros de ótimo/bom) de 41% dos paranaenses, mas não escapou à corrosão de popularidade que atacou todos os políticos brasileiros após a onda de manifestações populares. Em fevereiro, ele tinha 73% da aprovação dos paranaenses. As duas pesquisas foram realizadas pelo Ibope, sendo que a mais recente faz parte de um levantamento nacional divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A anterior foi encomendada pela Associação de Diários do Interior (ADI).

"A pesquisa reflete uma nova visão dos brasileiros sobre os detentores de mandatos. Considero positivo o atual patamar de aprovação da minha gestão, que é de 41% de ótimo e bom. Fico agradecido e recebo com humildade este resultado", disse Beto à imprensa. Apesar da queda, ele foi o segundo governador mais bem avaliado, ficando atrás apenas de Eduardo Campos, de Pernambuco, que teve 58% de aprovação. Beto foi o tucano mais bem avaliado, ficando à frente de Anastasia (36%), Alckmin (26%) e Marconi Perillo (21%).

Enquanto Beto é o segundo colocado em aprovação, e o terceiro em maneira de governar (52%), ele é apenas o sétimo no quesito confiança. A pesquisa Ibope diz que 44% dos paranaenses confiam no tucano, marca abaixo da atingida pelos governadores de Pernambuco, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Santa Catarina.

Nacionalmente, a aprovação da presidente Dilma Rousseff (PT) ficou em 31%. No Paraná, a aprovação dela foi menor (29%), a confiança da população na presidente foi de 35% e 39% disseram aprovar o jeito que ela governa.

O Palácio Iguaçu discorda da comparação entre as duas pesquisas Ibope, pois essa foi a primeira vez que a CNI avaliou também a aprovação dos governadores. A pesquisa contratada pela ADI, e divulgada pela administração estadual em fevereiro, não media "faixas de popularidade" (ótimo/bom, regular, ruim/péssimo) e sim se o entrevistado aprovava, ou não, a gestão Beto Richa.

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