Brasília - Em reunião convocada para anunciar novo ajuste fiscal e mais controle de gastos, a presidente Dilma Rousseff pediu ontem ao Conselho Político do governo que barre, no Congresso, propostas com potencial para aumentar despesas. Dilma disse com todas as letras que a Emenda 29, conhecida por fixar porcentuais mínimos para União, Estados e municípios investirem em saúde, só pode ser aprovada quando houver uma fonte de receita.
Embora Dilma não tenha falado em ressuscitar o imposto da saúde, nos moldes da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), todos os participantes da reunião entenderam que recursos para o setor só serão possíveis com um novo tributo. Diante de presidentes e líderes dos 15 partidos com assento no Conselho Político, Dilma afirmou que a Emenda 29, do jeito que está, não tem como sair do papel e ser regulamentada.
''Esse é um problema que precisa ser equacionado e teremos essa discussão no Congresso. Sem fonte de financiamento, a Emenda 29 não resolve o problema da saúde'', admitiu o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). ''A presidente disse que quer fazer o enfrentamento sobre essa questão no momento certo, a partir de outubro'', emendou o líder do PDT na Câmara, Giovanni Queiroz (PA).

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