Aprovação a FHC aumenta, diz pesquisa
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terça-feira, 10 de outubro de 2000
Renato Andrade Agência Estado De Brasília 
Pesquisa realizada pela Sensus Consultoria para a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada ontem mostra que a avaliação positiva do presidente Fernando Henrique Cardoso passou de 18,8% em agosto para 23,4% em setembro. A avaliação do presidente foi puxada pela melhoria dos índices econômicos e também pela decisão do governo de estender a todos os trabalhadores o reajuste do saldo das contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), avaliou o presidente da CNT, Clésio Andrade. A pesquisa foi realizada entre o dia 1º e 5 de outubro, em 195 cidades, onde foram ouvidos 2 mil entrevistados.
A avaliação negativa caiu de 39,3% para 38%, enquanto a regular desceu de 39,1% a 35,8%. Apesar da melhora dos índices, a avaliação positiva do presidente ainda é menor do que a negativa. O presidente ainda não está popular; ele está menos pior, afirmou Andrade. Para o presidente da CNT, a tendência é de uma recuperação nos índices de avaliação positiva de Fernando Henrique.
Para boa parte dos entrevistados (34,2%), a decisão do governo de corrigir os saldos das contas do FGTS acabará não surtindo efeito para as contas. Apenas 17,3% acreditam que serão beneficiados com a medida. Na avaliação do presidente da CNT, essa decisão do governo ajudou a melhorar a popularidade do presidente.
Os entrevistados também deixaram claro que ainda há tempo para que Fernando Henrique resolva questões brasileiras, antes do fim do segundo mandato. Dos 2 mil entrevistados, 59,7% disseram que Fernando Henrique ainda poderá resolver alguns destes problemas antes do fim de 2002. Outros 34,4% afirmaram que o presidente fez o que poderia ter sido feito. A pesquisa identificou ainda que 52,3% acreditam que o principal assunto a ser resolvido por Fernando Henrique até o fim do segundo mandato é o investimento no desenvolvimento do País. Em segundo lugar, 19,9% acreditam que o principal item a ser desenvolvido pelo presidente é o investimento em programas sociais, enquanto 19,2% acreditam que o governo deve manter a luta contra a inflação. Fica claro que a maioria do povo brasileiro quer que o governo promova mais emprego e salários do que assistencialismo, disse Andrade.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi identificado, pela maioria dos entrevistados, como um movimento político de oposição ao governo. Essa foi a opinião de 47,2% dos entrevistados, enquanto 41,4% disseram que o movimento é social e tem como objetivo a reforma agrária. Esse é um aspecto que mostra que o MST tem de mudar sua postura, avaliou Andrade.
A possibilidade de invadir a fazenda dos filhos do presidente também foi interpretada como movimento político para prejudicar a imagem de Fernando Henrique por 48,9% dos entrevistados. Outros 38,3% disseram acreditar que a iniciativa do MST era de pedir mais terras para a reforma agrária. A possibilidade de invasão da fazenda dos filhos do presidente piora ainda mais a imagem do movimento, disse o presidente da CNT.


