O apresentador de TV Márcio Mello prestou depoimento ontem à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público sobre novos desdobramentos no processo que apura irregularidades em gastos publicitários feitos pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), durante a gestão do ex-reitor Jackson Proença Testa. As denúncias começaram em maio, quando Mello acusou o ex-chefe de gabinete da reitoria Itaicy Mendonça de ter recebido o estorno de um contrato publicitário entre a UEL e a Rádio Nova Ingá, do ex-deputado federal Benedito Pinga Fogo de Oliveira.
Os fatos novos surgiram após o rastreamento bancário do cheque de R$ 7,6 mil que Mello teria entregue em 97 para Itaicy. Ao deixar a Promotoria, Mello não quis falar sobre os detalhes de seu novo depoimento, alegando que o Ministério Público pediu sigilo sobre as investigações. ''A promotoria já tem a documentação solicitada ao Banco do Brasil e surgiram fatos novos que ainda não posso revelar, já que poderia atrapalhar os trabalhos do promotor Bruno Galatti''.
Mello disse apenas que surgiram fatos ''interessantes'' que irão levar o promotor Bruno Galatti a convocar outras pessoas para prestar depoimento. ''A promotoria terá de quebrar o sigilo bancário de outras pessoas e por isso não posso revelar esses nomes'', alegou. Mello alegou que ainda não tinha conhecimento dos novos fatos sob investigação.
O promotor Bruno Galatti confirmou que as novidades no processo estão sob sigilo. ''O senhor Márcio Mello prestou informações complementares porque agora dispomos de toda a documentação bancária referente a sua conta, com informações sobre transferências e depósitos de cheques compensados. As informações estão sob sigilo no interesse das investigações''. De acordo com Galatti, o depoimento de Mello foi esclarecedor e a promotoria pretende construir as investigações rapidamente.

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