O presidente da Associação de Professores do Paraná (APP-Sindicato), Romeu Gomes de Miranda, foi ontem à Assembléia Legislativa para pedir que a mensagem do governo que regulamenta a contratação de servidores pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) seja retirada da pauta de votação. A mensagem está na Ordem do Dia de hoje. Miranda classifica a iniciativa como ‘‘catastrófica’’. ‘‘Na prática, acaba com o regime estatutário para o magistério’’, reclamou. O líder do governo, Durval Amaral (PFL), disse no início da tarde de ontem que entraria em contato com o secretário da Administração, Ricardo Smijtink, para esclarecer se o projeto traz prejuízos aos professores. ‘‘Acredito que não’’, disse Amaral. O secretário explicou que o projeto servirá para contratações temporárias, no caso de projetos específicos.
A mensagem foi alvo de críticas da oposição, que teme o uso do projeto para enxugar o número de funcionários. Smijtink negou que o objetivo do governo seja demitir servidores.
Miranda deve se reunir hoje pela manhã com Durval Amaral, e prometeu lotar as galerias da Assembléia para protestar contra o projeto. ‘‘O governo está dando um tiro no pé. Quem for contratado pela CLT não vai contribuir com a Paraná Previdência (o fundo de pensão e aposentadoria dos servidores do Estado). O fundo ainda não está totalmente capitalizado. O governo registra déficit previdenciário mensal de R$ 90 milhões. (M.D.)

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