APP protesta contra mudança nas eleições escolares
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - A oposição ao governador Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná e a APP-Sindicato se manifestaram contra o projeto de lei que prorroga em um ano os mandatos dos atuais diretores e vice-diretores das 2,1 mil escolas estaduais do Paraná. Segundo o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), a expectativa é que a mensagem, que deve incorporar outra semelhante, de autoria do deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), chegue hoje à Casa. A ideia é evitar que a campanha eleitoral influencie a escolha dos novos membros.
De acordo com o presidente da APP, Hermes Silva Leão, é muito "antidemocrático" mudar as regras com o jogo já em andamento. "O próprio governo publicou uma resolução que organizou, à luz da lei em vigor, todo o calendário. Chapas foram pré-inscritas e há um debate nas comunidades escolares em andamento", argumentou. Ele acompanhou a sessão de ontem, ao lado de outros professores, e disse que hoje, às 14h30, tem uma reunião agendada com o secretário de Estado da Educação, Paulo Schmidt, para tratar do assunto. Sobre o fato de a escolha acontecer no período eleitoral, Leão falou que o calendário foi definido em março. "Se fosse tão grave fazer ao mesmo tempo, por que não interromperam antes?", argumentou.
Para o líder do PT na AL, Tadeu Veneri, o problema da proposta é que ela adia algo que já estava definido no ordenamento jurídico. "Não se pode, num prazo tão curto, fazer com que todas as possibilidades que estavam colocadas sejam deixadas de lado e que nós tenhamos a continuidade daqueles diretores independentemente do mérito, porque não é esse o caso", criticou.
Já Traiano disse que as posições de Leão e Veneri não surpreendem, pois são ideológicas. "O PT sempre foi contra toda e qualquer iniciativa do governo. E temos uma associação que lamentavelmente não sintetiza o sentimento dos professores. Ela deixa de ser a APP, para ser a APT", alfinetou. Questionado sobre o porquê de a alteração ser sugerida faltando menos de um mês para o pleito, o tucano falou que "o governo tem a prerrogativa de fazer mudanças a qualquer momento" e que está buscando, com isso, mecanismos para qualificar o processo.


