APP promete lutar para impedir aprovação de projeto
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domingo, 04 de outubro de 2015
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba Ciente de que a base aliada ao governador Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná não aceitará a retirada do projeto de lei 631/2015, que modifica as regras para eleição dos diretores nas 2,1 mil escolas da rede estadual, os membros da APP-Sindicato já planejam uma série de mobilizações junto aos deputados, visando à rejeição da mensagem. Nesta segunda-feira, quando acontece a votação em primeiro turno, docentes da capital e do interior pretendem lotar as galerias da Casa. Segundo a secretária de finanças da entidade, Marlei Fernandes, a realização de um protesto em frente, com carro de som, barracas e faixas, também não está descartada.
"Vamos à guerra", resumiu. Ela contou que a mobilização seguirá as deliberações feitas nas últimas assembleias da categoria entre outras questões, os educadores decidiram paralisar suas atividades nas datas de discussão em plenário. "Estamos convocando representantes de todo Estado para ficarem aqui de segunda a quarta-feira", contou. A entidade ainda não tem uma estimativa de quantos ônibus serão deslocados para a capital. A ideia é fazer uma reunião prévia pela manhã e, em seguida, perto das 14h30, quando começa a sessão, partir para a AL. "Esperamos pelo menos dez a 30 representantes de cada região", completou.
A principal polêmica da proposta, conforme a APP, diz respeito ao parágrafo 14, que estabelece mandatos de dois anos, ao invés de três, mas com possibilidade de uma recondução. O cumprimento do segundo período estaria condicionado a uma avaliação, a ser conduzida pela Secretaria da Educação (Seed). Os critérios não estão especificados no texto. O líder do governo na AL, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), chegou a apresentar duas emendas - uma para permitir a candidatura dos profissionais que já exerceram a função por mais de oito anos consecutivos e outra deixando claro que, no caso de avaliação negativa dos diretores, não haverá intervenção, e sim um novo pleito.
"Tivemos alguns avanços, mas continuamos defendendo a rejeição, primeiro porque entendemos que o mandato de quatro anos não é definitivo, já que pode haver essa intervenção, e também porque ainda consta a exigência de um curso antecipado. Não somos contra, desde que seja ofertado depois da eleição, após formação continuada, e não antes, como filtro", afirmou Marlei. O terceiro ponto de discordância, de acordo com ela, é a questão do voto universal. "O número de alunos, pais e mães será sempre muito maior do que o de professores eles representam em torno de 95% de todos os eleitores. Então, de forma alguma assim haverá igualdade. Defendemos a paridade", argumentou.


