APP faz pressão por
férias e plano de saúde
Uma manifestação organizada pela APP-Sindicato quase comprometeu a imagem do governo do Paraná durante o encontro dos governadores. Poucos minutos depois do início da reunião, por volta das 9h30, um grupo de 20 professores e diretores da APP-Sindicato abriu faixas e cartazes criticando o governador Jaime Lerner. Segundo o presidente do sindicato, Romeu Miranda, o objetivo da manifestação era conseguir uma audiência com Lerner ou um representante do governo. ‘‘Ficaremos aqui até o último governador sair da reunião se ninguém nos atender’’, ameaçou.
Os professores exigem pagamento integral do terço adicional de férias e a volta do atendimento médico para os servidores estaduais. Os funcionários públicos estão desde agosto sem plano médico porque o governo não paga os convênios com hospitais. ‘‘Há professores morrendo de câncer, sem condições de se tratar, e o governador não demonstra nenhuma sensibilidade’’, lamentou.
Depois de uma hora, o secretário-chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda Ribas, e o secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, deixaram a reunião para negociar com os manifestantes. Eles garantiram que o governo está buscando uma solução para o atendimento médico dos servidores. ‘‘Há uma reunião marcada para o dia 15, quando será tratado desse assunto’’, disse Taborda. Nesse dia deve ser definido um plano para substituir o IPE.
Taborda garantiu ainda que a partir da próxima semana haverá reuniões em conjunto com a Secretária de Educação, Alcyone Saliba, e da Administração, Maria Elisa Paciornik, para elaboração de uma pauta de reivindicações que será levada ao governador. Com os compromissos firmados, os professores resolveram terminar o manifesto antes do final do encontro dos governadores. (E.C.)

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