O presidente da APP Sindicato, Romeu Gomes de Miranda, disse ontem que o fato de o secretário de Estado de Educação Ramiro Wahrhaftig não permanecer no governo no segundo mandato de Jaime Lerner é motivo de alívio para a categoria. ‘‘Já vai tarde’’, comemorou o sindicalista, que está em ‘‘guerra’’ com Wahrhaftig por não concordar com projetos do governo para os professores e também em função da suspensão da cobrança, através da folha de pagamento, das contribuições da categoria repassadas à entidade.
Para Miranda, que junto com outros sete representantes da entidade está fazendo greve de fome tentando sensibilizar o governo, o secretário da Educação é ‘‘um cadáver político que exala mau cheiro no governo Lerner’’. ‘‘O governador tem que se desfazer logo dele e restabelecer o bom clima no governo’’, afirmou. A saída de Wahrhaftig foi antecipada anteontem pela Folha. Ele garantiu que não permanece na próxima equipe.
O presidente em exercício da APP Sindicato de Londrina, Luiz Martins de Lima, disse que Wahrahftig foi infeliz ‘‘desde o primeiro dia de sua gestão’’. ‘‘Ele não teve competência política para conduzir projetos do governo junto aos professores’’, afirmou. Tanto o sindicalista de Curitiba como o de Londrina não consideram nenhuma contribuição do secretário à educação no Estado. ‘‘Não é a imposição da APP que tirou o Ramiro e sim sua própria incompetência’’, afirmou Lima.
Para os sindicalistas, o perfil do secretário de Educação do próximo mandato de Lerner deve ser ‘‘técnico vindo da escola pública, com trânsito político junto à sociedade e capacidade de dialogar’’. ‘‘O Ramiro veio da iniciativa privada, sem compromisso com a escola pública’’, afirmou Miranda.
Wahrhaftig disse através de sua assessoria que desconsidera as críticas da APP. De acordo com a assessoria, o secretário sempre teve uma posição aberta e eles (pessoal da APP) que se recusaram a discutir projetos. Ramiro informou que Lerner pediu que continuasse no cargo, mas ele não está disposto a permanecer.Romeu Miranda: ‘‘O governador tem que se desfazer logo dele’’Patrícia Zanin

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