Pelo menos 50 servidores aposentados da Prefeitura de Londrina realizaram ontem nas galerias da Câmara de Vereadores um protesto silencioso com diversas faixas pela reposição salarial de quase 35%, índice referente às perdas acumuladas nos últimos seis anos.
Essa foi a segunda ação do grupo em uma semana, e novamente, após tentativa infrutífera de conversa com o prefeito Nedson Micheleti (PT). Os aposentados esperavam se reunir à tarde com Nedso ou com o chefe de gabinete do prefeito, Rodne Lima, o que não aconteceu, conforme a assessoria, por problemas de agenda de ambos.
A categoria reivindica a reposição salarial de 27,43%, mais o retorno de 7% de ganho real incorporado ao salário, mas retirado na última reforma da Previdência.
De acordo com o porta-voz dos aposentados, Antonio Leite, a administração estaria postergando um acordo que, se não realizado, pode encontrar eco em outros setores da sociedade. ''Vamos pedir à comunidade, a lideranças religiosas que se sensibilizem a abraçar nossa causa, já que muitas delas apoiaram a eleição do prefeito'', destacou Leite.
No encontro da semana passada, o chefe de gabinete da Prefeitura havia proposto o agendamento de uma reunião com os secretários de Gestão Pública e Fazenda para analisar as reivindiações. A iniciativa, entretanto, acabou não aceita.
Ontem, Lima disse ter intermediado um encontro dos aposentados com a superintendência da Caixa de Assistência de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml), que teria se colocado à disposição para atendê-los. ''A reivindicação deles quanto à reposição salarial não pode ser atendida em função do nosso limite de gasto com pessoal, mas as questões particularizadas poderão ser levadas à Caapsml. De 1998 (reforma da Previdência) para cá, as regras são diferentes para grupos distintos deles'', concluiu.

mockup