Aposentados e longevos

A decisão da Assembleia Legislativa de rejeitar a emenda que estendia o corte de aposentadoria garante o privilégio para oito ex-governadores e três víuvas e tem na lista dois longevos ex-mandatários. Entre os “aposentados” que devem permanecer com o benefício estão Emílio Hoffmann Gomes e Paulo Pimental. O político pontagrossense Emilio Gomes, 93 anos, foi governador do Paraná entre agosto de 1973 e março de 1975, eleito indiretamente pela Arena no período do regime militar. Já o comunicador Paulo Pimentel, 91 anos, foi eleito por voto direto em 1966 e governou o Estado até 1971 pelo PTN.

Mandatos-tampão que rendem

Outros três governadores ficaram somente nove meses no governo em mandato-tampão e mesmo assim conquistaram o benefício da aposentadoria. João Elísio Ferraz de Campos (MDB) foi eleito vice-governador e assumiu como titular em 1986 após o ex-governador José Richa chegar ao Senado. Mario Pereira (PMDB), em abril de 1994, e Orlando Pessuti (PMDB), em abril de 2010, assumiram como titular no Palácio Iguaçu nas duas oportunidades que o então governador Roberto Requião (à época pelo PMDB, atual MDB) precisou desincompatibilizar-se do cargo para disputar e assumir uma cadeira no Senado.

Na fila

Também em curta passagem, a ex-governadora Cida Borguetti (PP) pleiteou o mesmo benefício e aguarda aval da Justiça para receber os vencimentos. Ela administrou o Estado entre abril e dezembro do ano passado, quando o ex-governador Beto Richa (PSDB) decidiu disputar o Senado, mas acabou em sexto lugar na corrida eleitoral.

Relator lamenta derrota

O deputado estadual Cobra Repórter (PSD), relator da Comissão Especial, que já havia apresentado parecer favorável do texto original e também da emenda apresentada para extinguir o pagamento, lamentou a decisão do plenário. “A emenda era fundamental para cortar custos. O país atravessa uma crise econômica e temos a obrigação de economizar em todos os setores públicos. Além do mais, esse era um pedido da população que, infelizmente, não foi atendido”, disse o deputado.

Denúncia contra Takahashi é arquivada

A Câmara Municipal de Londrina decidiu arquivar outra representação contra o vereador afastado Mario Takahashi (PV), desta vez assinada por um munícipe. A decisão da Mesa Executiva leva em consideração o parecer da Procuradoria Jurídica da Casa, que concluiu pelo arquivamento, uma vez que o denunciante, o morador Fábio Gomes, não apresentou nenhum fato novo em relação aos que já haviam sido apontados na representação do então vereador Filipe Barros (PSL) e que havia sido alvo de Comissão Processante.

Interrogatório da ZR3

Takahashi segue afastado do cargo por decisão do juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Délcio Miranda da Rocha. Ele e o também afastado Rony Alves (PTB), envolvidos na Operação ZR3 (Zona Residencial 3), do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), devem ser interrogados pelo magistrado no dia 29 de maio.

AL na Expoingá

Desde dias quarta (15) até esta sexta (17) a AL (Assembleia Legislativa) marcará presença em Maringá, durante a 47ª Expoingá. Assim como aconteceu no mês de abril, durante a ExpoLondrina, a AL terá um estande montado para atender aos prefeitos, lideranças, empresários e a população e também para apresentar iniciativas de sucesso do legislativo paranaense, como o aplicativo Agora é Lei no Paraná. O governo do Paraná também adotou o mesmo expediente nos dois dias de feira.

Mecanismo de combate à corrupção

A UniCesumar de Londrina realiza o Ciclo de Palestras de Direito com juristas renomados do Estado. O evento contará com a presença do delegado-chefe da Divisão Estadual de Combate à Corrupção, Alan Flore, nesta sexta-feira (17), e do delegado da Polícia Federal e especialista em Direito Tributário, João Luiz do Prado. Eles irão ministrar palestra sobre os mecanismos de “Combate à Corrupção” às 19 horas, no auditório da UniCesumar.

MEI barrado em licitação

O TC (Tribunal de Contas) do Paraná suspendeu por medida cautelar o pregão lançado pela Prefeitura de Uraí (Norte Pioneiro). Na licitação, o município pretendia contratar empresa especializada no plantio e fornecimento de grama pelo valor máximo de R$ 97 mil. O pregão foi barrado porque o município impediu a participação de um MEI (Microemprededor individual) ao exigir contrato social e termo de credenciamento. Segundo o representante, a legislação permite que ele apresente, para habilitação em procedimentos licitatórios, apenas o Certificado da Condição de MEI fornecido pela internet. Neste caso o contrato social não seria viável, pois a lei proíbe que, enquanto MEI, ele tenha sócios.

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