O aposentado Abrão Nogueira Castilho, 55 anos, quebrou o protocolo da CPI das Obras Inacabadas. Dono de uma borracharia em São José dos Pinhais, na região de Curitiba, Castilho aproveitou um dos intervalos da audiência para entregar um pedido à CPI. A finalidade: obter uma indenização. Ele afirma que sua empresa foi prejudicada pela construção do viaduto da BR-277 que passa sobre a avenida Rui Barbosa. O canteiro de uma das marginais abertas com a construção do viaduto, inaugurado no mês passado, tomou 200 metros do seu terreno e bloqueou a entrada da borracharia.
‘‘Foi um investimento de 20 anos’’, lamentou Castilho. Do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER) e da concessionária Ecovia, que administra a 277, o aposentado recebeu a notícia de que a região está nos planos de ampliação da rodovia. ‘‘Só que ninguém sabe me dizer quando isso vai acontecer. Ali é um ponto ótimo, a área tem 2 mil metros quadrados, mas eu não posso construir um barracão novo porque a prefeitura não me concede o alvará. Está tudo embargado há dois anos’’, reclamou.
Deputados da comissão responderam que não era de competência da CPI analisar o caso do aposentado. O presidente da comissão, Damião Feliciano, comprometeu-se com Castilho a enviar um requerimento ao governo do Estado para detalhar o seu problema. (D.V)

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