Professora aposentada da rede municipal, Maria Aparecida Romeiro Berbix, 59 anos, foi a única proprietária a discordar da avaliação feita pela comissão que analisou a casa de madeira em que ela vive com a filha e o neto, mais o pai de 87 anos.
''Disseram que minha casa está deteriorada, o que qualquer um constata ser mentira'', diz, mostrando o imóvel antigo, mas bem conservado, cômodo a cômodo. ''Até sou favorável a ela, mas não acredito que essa obra será mesmo feita. Fui chamada à prefeitura no início de janeiro, mas não teve como eu concordar com os R$ 80 mil que me ofereceram: primeiro, porque onde eu compraria um casa ou um terreno centrais com esse dinheiro? Depois, ninguém ainda recebeu pela desapropriação, não há quaisquer garantias'', comparou.
A aposentada que mora na Rua Goiás há 40 anos afirma que pediu a reavaliação do imóvel em fevereiro, por meio de advogado, mas a proposta não foi aceita pelo Executivo. ''Muitos proprietários aceitaram a avaliação feita porque têm outros imóveis, eu só tenho esse para morar'', diz, para completar. ''Não acredito mais em político. Fizeram um oba-oba danado sobre essa duplicação, mas tenho certeza que é porque em outubro precisam do nosso voto. Estou descrente''. (J.G.)

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