Curitiba – Na véspera da vinda da CPI da Petrobras para Curitiba, o ex-tesoureiro do PT que já é réu em processo que tramita na Justiça Federal do Paraná, arrolou previamente o deputado federal e relator da Comissão Parlamentar, Luiz Sérgio (PT-RJ), como uma de suas testemunhas de defesa. Ontem, entretanto, no primeiro dia de trabalho dos deputados na capital paranaense, Sérgio fez questão de informar que já solicitou a retirada de seu nome da lista divulgada pela defesa de Vaccari.
"Fiquei sabendo disso pela imprensa e afirmei que isso me deixava constrangido. Por telefone já falei com pessoas que fazem parte do escritório de advocacia para que providenciem a retirada do meu nome. Caso o advogado cismar em manter meu nome, vou comunicar que é uma situação incompatível porque faço parte da CPI", ressaltou. Além dele, Sibá Machado (PT-AC), líder da bancada na Câmara também foi arrolado.
Após o final do primeiro dia de oitivas, o presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB), e o relator Luiz Sérgio concordaram que o silêncio da maioria dos depoentes prejudicou a sessão. No entanto, apresentaram visões diferentes em relação às declarações do doleiro Alberto Youssef.
Para Sérgio, o depoimento do londrinense não acrescentou nada de novo. "O Youssef é um criminoso e ele diz que é um juízo de valor dele, e isso para mim tem muito pouca credibilidade", destacou. Motta acredita que as informações repassadas por Youssef, mesmo que apenas confirmando tudo o que ele já havia dito em sua delação, pode contribuir com as investigações. "Ele também se dispôs a participar de uma acareação. A CPI deve evoluir para isso, pois existem informações divergentes e precisamos ir a fundo para descobrir a verdade."
Nesta terça-feira serão ouvidos a doleira Nelma Kodama, os ex-parlamentares André Vargas, Luiz Argôlo e Pedro Corrêa, além do doleiro Carlos Habib Chater e Rene Luiz Pereira (preso por lavagem dinheiro do tráfico internacional de drogas). (R.C.J.)

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