O presidente da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), Alexandre Curi (Republicanos), esteve em Londrina nesta quinta-feira (16) e afirmou que abriu mão de sua candidatura ao governo do Estado em nome da pacificação e da união do grupo de Ratinho Junior (PSD), que teve dissidências diante da demora do governador em definir seu escolhido para disputar a sucessão.

Curi foi um dos que deixaram o PSD com a bênção de Ratinho. Durante a janela partidária, ele migrou para o Republicanos visando manter viva sua pré-candidatura ao governo e chegou a articular uma chapa com o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, que trocou o PSD pelo MDB.

Depois, ao entender que não havia espaço para mais de uma candidatura governista, passou a esperar o apoio do governador. Isso não aconteceu. Com a escolha do deputado federal Sandro Alex (PSD) por Ratinho para disputar o governo, Curi deverá concorrer ao Senado.

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“Todos sabem que, nos últimos três anos e sete meses, eu me coloquei como pré-candidato a governador do Paraná, me preparei, cheguei viabilizado, mas não podia ter incoerência da minha parte nesse processo eleitoral, se houvesse uma ruptura, um afastamento, se eu não buscasse essa união. E o nome do Sandro Alex veio para ser esse consenso, para buscar essa harmonia junto com o secretário Guto Silva, comigo, e estamos buscando uma conversa com o ex-prefeito Rafael Greca, para que o grupo esteja unido”, disse.

Greca, por sua vez, afirmou à FOLHA que pretende levar até o fim sua pré-candidatura ao governo e deu pouca importância ao apoio de Ratinho, que, segundo ele, não é “cláusula pétrea” para a disputa.

“Eles estão muito convencidos de que a cláusula pétrea é o apoio oficial. Eu acho que não é. Na hora que pesarem as coisas, o peso melhor vai ser a trajetória de vida, a obra realizada”, afirmou o ex-prefeito na última terça (14). "Um prefeito que enfrentou uma pandemia, com o êxito que eu enfrentei, pode governar o Paraná."

SENADO

Colocando-se como um nome municipalista na corrida ao Senado, Curi pregou a união de lideranças para tirar do papel projetos importantes para o Paraná e criticou os senadores paranaenses, ao afirmar que o estado não recebeu “nenhum apoio” deles, em uma clara alfinetada em Sergio Moro (PL). No fim de março, durante a inauguração da nova planta industrial da J.Macêdo, em Londrina, Ratinho adotou discurso semelhante ao dizer que “o Paraná está muito fraco de senadores” e que é necessário eleger nomes combativos para representar o estado no Senado Federal.

Agora, a expectativa recai sobre o anúncio de quem deverá compor a chapa governista com Sandro Alex e de qual será o outro nome escolhido para disputar o Senado. Uma das cotadas para a vaga é a jornalista Cristina Graeml (PSD). (Colaborou Matheus Camargo).

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