Após protestos, governo promete pagar professores
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Depois dos professores da rede pública estadual ameaçarem paralisar as atividades a partir do próximo dia 28, o governo estadual anunciou ontem que fará o pagamento das promoções e progressões atrasadas e também da incorporação de 0,6% na folha de pagamento de setembro.
O percentual refere-se ao restante do piso nacional da categoria e, segundo o Executivo, será retroativo a maio. A medida vale para professores de carreira e funcionários da educação básica, que prestam serviços administrativos nas escolas. Em nota, o governador Beto Richa (PSDB) informou que "para atender a categoria estamos fazendo um grande esforço nesse momento em que o Estado se encontra no limite prudencial com os gastos funcionais".
No último dia 13, o Executivo havia informado que aguardava uma certidão do Tribunal de Contas (TC) do Estado, atestando que os gastos com pessoal do governo do Paraná estão abaixo do limite prudencial definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), para poder incorporar os 0,6% de aumento. Já ontem, via assessoria de imprensa, o governo informou que esta decisão foi uma medida "excepcional", e que outros setores do Executivo terão que manter o corte nos gastos.
Estado de alerta
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), entretanto, afirmou que mantém o estado de alerta mesmo com o anúncio. A assembleia geral marcada para a próxima semana também está confirmada. "Claro que o anúncio é importante, mas a categoria está preocupada porque promessas foram feitas e acabaram não sendo cumpridas. Por isso vamos permanecer mobilizados", ressaltou Marlei Fernandes, presidente da APP-Sindicato.
O Executivo também anunciou que o governo adiantará, em outubro, a última parcela do reajuste, de 3,94%, que equipara a remuneração do magistério estadual aos demais servidores de nível técnico superior do Estado. "Tudo isso será avaliado durante a assembleia. Mas já passamos por isso e tivemos uma decepção. Primeiramente o pagamento do restante do piso estava previsto para o final de agosto e não ocorreu. Depois foi adiado para o último dia 13 e, mais uma vez, foi protelado. O atraso está sendo enorme", criticou Marlei.


