Imagem ilustrativa da imagem Após prisões, governo manda investigar contratos de pedágios
| Foto: Arquivo/Folha de Londrina



O governador Beto Richa determinou na manhã desta quinta-feira (22) a instauração de processo de investigação para esclarecer eventuais irregularidades apontadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, na chamada "Operação Integração", da Lava Jato, que envolve a concessão de rodovias federais no Paraná. A investigação será conduzida pela Controladoria Geral do Estado. A informação é da assessoria de imprensa do governo estadual, por meio de nota escrita.

Tanto os contratos quanto os aditivos relacionados ao chamado Anel de Integração foram conduzidos pelo DER (Departamento Estadual de Estradas de Rodagem), que é o poder concedente. Todos também foram submetidos ao crivo da Agepar (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná), que homologou seus termos. Os contratos originais do Anel de Integração foram assinados em 1997.

A assessoria de imprensa do Palácio do Iguaçu também informou que o assessor Carlos Nasser, que atuava na Casa Civil, exercia a função de assessor político, "cargo de terceiro escalão, sem qualquer vínculo com o gabinete do governador". Beto determinou o afastamento imediato do cargo até o fim das investigações.

A nota não cita Nelson Leal Filho, diretor do DER (Departamento de Estradas de Rodagens), também preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta. A FOLHA ainda aguarda a manifestação da assessoria do DER e da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

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