Após polêmica, Requião recusa segurança da PM
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quarta-feira, 10 de março de 2010
Rosiane Correia de Freitas<bR> Equipe da Folha 
Curitiba- Depois da polêmica em torno do projeto que prevê a cessão de policiais militares para fazer a segurança de ex-governadores, o governador Roberto Requião (PMDB) anunciou que não irá solicitar o benefício. Requião deixa o governo no próximo dia 31 de março. Via Twitter, o governador disse que não cogita solicitar a segurança da Polícia Militar (PM).
O projeto de lei estipula que governantes que ocuparem o cargo por mais de três anos terão direito a três anos de segurança feita por quatro policiais militares. A proposta assinada por onze deputados estaduais deve ser analisada terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia.
O vice-governador Orlando Pessuti afirmou ontem que a iniciativa tem ''vício de origem e é inconstitucional''. ''Acho difícil que o Requião vá sancionar'', disse. Para o coronel Washigton Alves da Rosa, chefe da Casa Militar, a cessão de policiais para a segurança de autoridades é uma rotina comum do órgão. ''Hoje a segurança é feita para o governador, o vice, seus familiares e para quem o governador determinar'', informou.
Segundo Rosa, um dos beneficiários da segurança foi o ex-governador do Estado Paulo Pimentel durante a época em que foi presidente da Copel. ''Foi uma determinação do governador porque ele (Pimentel) havia recebido ameaças'', explicou.


