Após ocupação, Câmara de Curitiba adia votação de pacote
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terça-feira, 20 de junho de 2017
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 

Curitiba - Após a ocupação do plenário por um grupo de cerca de 30 servidores, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) adiou desta terça (20) para a próxima segunda-feira (26) a votação de um pacote de medidas de ajuste fiscal, apresentadas pelo prefeito Rafael Greca (PMN). O prédio amanheceu cercado por policiais militares. Os trabalhadores, em greve desde o dia 12 de junho, faziam vigília ao local e protestavam, com carro de som e palavras de ordem, como "retira", "retira".
No momento da ocupação, perto das 10h15, houve tumulto e pelo menos quatro feridos, conforme o Corpo de Bombeiros. Policiais usavam cassetetes e spray de pimenta. A CMC informou que desde segunda dez pessoas procuraram cuidados médicos na Divisão de Programas de Saúde do próprio Legislativo, queixando-se de falta de ar, por exemplo. Uma delas, com corte na cabeça, foi encaminhada nesta terça ao hospital.
Apesar do tumulto do lado de fora, o pequeno expediente transcorria normalmente, com quórum de 37 dos 38 parlamentares. Só depois de quatro horas de reunião com parlamentares da base que o presidente da Casa, Serginho do Posto (PSDB), suspendeu os trabalhos.
A pedido do tucano, a juíza Patrícia de Almeida Gomes, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, concedeu novo mandado de reintegração de posse da Câmara e subiu de R$ 50 mil para R$ 100 mil a multa diária em caso de descumprimento. Por volta das 16h30, contudo, o plenário ainda seguia ocupado. Os trabalhadores devem realizar uma assembleia nas próximas horas para decidir que caminho tomar.
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