Após 'escapar' de CP, Serpeloni renuncia à presidência da Câmara
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terça-feira, 26 de março de 2019
Vitor Struck - Reportagem Local 

O vereador Eugênio Serpeloni (PSD), então presidente da Câmara Municipal de Rolândia e cujo vídeo íntimo foi parar nas redes sociais há duas semanas, abriu mão da presidência da Casa na tarde dessa terça-feira (26). Afastado por recomendação médica dos trabalhos no Legislativo desde a divulgação das imagens, Serpeloni pediu perdão à população e afirmou que o maior desgaste que tem sofrido não é político, mas na própria família. Ele disse também que decidiu abrir mão da presidência para “sair do foco”, uma vez que o fato se tornou alvo de chacotas até mesmo em veículos de comunicação de relevância nacional.
“Quero pedir perdão ao povo de Rolândia e dizer que estou tranquilo quanto ao meu erro, quero me recompor com a minha família. A vereança temos mais um ano, quero ser atuante, aí lá na frente vamos decidir o que fazer politicamente”, afirmou.
Também nessa terça o vereador mudou o discurso inicial de que o celular onde ele gravou vídeo fazendo uma prática sexual havia sido clonado. “Eu estou achando que foi erro meu mesmo, por isso que não tem o que fazer. Em princípio eu achei que foi clonado, mas acho que fui eu que errei”, lamentou.
RECUSA
A desistência do cargo de presidente ocorreu no dia seguinte à sessão em que a Câmara arquivou uma denúncia de quebra de decoro parlamentar contra Serpeloni apresentada por uma moradora, evitando ainda mais desgaste em uma Comissão Processante que poderia resultar na cassação do mandato de vereador.
Votaram pela abertura da CP os vereadores Rodrigão (SD), Reginaldo Silva (SD), Alex Santana (PSD), Andrezinho da Farmácia (PSC), João Ardigo (PSB) e o suplente de Serpeloni, o radialista Guilherme Spanguemberg (PEN). No entanto, a abertura de Comissão Processante exige no mínimo sete votos. Já as vereadoras Edileine Griggio (PSC) e Professora Maria do Carmo (PSDB), além de Irineu de Paula (PSDB) e João Gaúcho (PSC) votaram contra.
Questionado, o vice-presidente da Câmara, João Gaúcho, explicou que votou pela não abertura porque “foi algo de foro íntimo, que não cabe à Câmara julgar”, e que o vereador já está pagando um “alto preço”. Sobre colocar o próprio nome à disposição para a presidência, Gaúcho afirmou que os nove parlamentares tentarão um consenso ainda nesta semana.
“Até na quinta-feira, na reunião das comissões, quando todos participam, vamos discutir isso e decidir um nome que agrega interesses de todos os vereadores. Nós precisamos dar uma resposta para a sociedade que estamos ali para trabalhar para o povo e não por brigas com interesses pessoais”, avaliou. A decisão será na sessão ordinária da próxima segunda-feira (1).


