Curitiba - Colocar panos quentes na briga interna do PSDB depois do fim da aliança dos tucanos com o PMDB no Paraná. Esse foi um dos principais objetivos do candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, ontem em Curitiba. Alckmin participou de um almoço ao lado de dois candidatos ao governo do Estado Osmar Dias (PDT) e Rubens Bueno (PPS) , andou poucos minutos pelo centro da cidade e conversou, a portas fechadas, com o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão (PSDB), principal prejudicado com o fim da aliança. Ao final, Brandão, que havia afirmado ter dúvidas se ia apoiá-lo, declarou que fará campanha para Alckmin no Estado. Já o candidato a presidente, que veio ao Estado pela primeira vez depois da polêmica causada pela aliança, fugiu o quanto pôde dos questionamentos sobre a briga estadual.
Ele disse apenas que foi à Assembléia pedir o apoio de Brandão à sua campanha porque ele é ''uma das grandes lideranças do Paraná''. Sobre a briga interna do PSDB do Paraná, que teve a interferência da executiva nacional do partido, Alckmin limitou-se a dizer que ''não é raro ter na política estadual, quando não há candidato próprio a governador, ter divergências''. A coligação PMDB-PSDB no Paraná foi impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral a pedido da executiva nacional tucana.
Quanto ao apoio do governador e candidato à reeleição Roberto Requião (PMDB), Alckmin afirmou que quer apoio de todos, mas não quer ''criar constrangimento para ninguém''. Durante o almoço, Alckmin afirmou que sua relação com Requião ''é muito boa, que o governador é gente boa e colega'', já que os dois são governadores.
Em discurso antes do almoço, Alckmin criticou o governo federal e falou sobre suas propostas, como as reformas política e tributária, implantação do voto distrital misto e melhoramento de setores como educação, saúde e segurança pública. Além de Alckmin, apenas o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo Costa da Rocha Loures, discursou. Osmar e Bueno apenas acompanharam a agenda do tucano. Alckmin andou por cerca de dez minutos na Boca Maldita, no centro de Curitiba, onde cumprimentou populares e tomou dois cafés.
O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), coordenador da campanha de Alckmin no Paraná, esteve todo o tempo ao lado do candidato. O prefeito abriu mão de discursar. Richa disse que não definiu qual candidato ao governo do Estado vai apoiar. ''Agora estou concentrado na largada da campanha do Alckmin e depois, com calma, vou avaliar a situação da candidatura estadual. Temos que conversar bastante, esfriar um pouco esse processo onde muitos estão feridos, magoados. Somos todos amigos, companheiros'', amenizou. Osmar já afirmou que, com o fim da aliança, espera o apoio de Richa. Entretanto, parte do PSDB, mesmo sem a aliança, vai apoiar Requião.

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