Brasília - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, se reuniu na tarde de ontem com a presidente Dilma Rousseff e entregou seu cargo. Em nota divulgada no site do Ministério do Trabalho, o ministro alega que sai em função de ''perseguição política e pessoal da mídia'' e do parecer da Comissão de Ética da Presidência da República, ''que também me condenou sumariamente (...) sem me dar direito de defesa''. ''Faço isto para que o ódio das forças mais reacionárias e conservadoras deste país contra o Trabalhismo não contagie outros setores do Governo.''
Lupi foi o ministro alvo de acusações mais longevo do governo, resistindo com ajuda do Planalto desde 9 de novembro, após reportagem da revista ''Veja'' afirmar que assessores recebiam propina. O objetivo de Dilma era demiti-lo apenas na reforma ministerial, prevista para janeiro. Isso evitaria o constrangimento de ver seu sexto ministro cair por suspeita de irregularidades. Dilma tende a deixar no cargo o secretário-executivo, Paulo Roberto Pinto, até definir como serão as alterações e o seu grau de abrangência.

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