Após emplacar quarto "pacotaço", Estado estuda novos ajustes
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terça-feira, 20 de setembro de 2016
Mariana Franco Ramos Reportagem Local 
Curitiba Após a aprovação de seu quarto "pacotaço anticrise" enviado à Assembleia Legislativa (AL) num período de dois anos, o governo Beto Richa (PSDB) estuda promover mais ajustes fiscais. De acordo com o líder da situação na Casa, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), o maior debate se travará na análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, prevista para ocorrer em outubro, quando também começa a tramitar a Lei Orçamentária Anual (LOA). "Teremos que adotar ainda muitas outras medidas para adequar o Paraná a uma nova ordem, em que o Estado tem de fato de ter muito mais eficiência naquilo que faz", afirmou, sem definir um prazo. A LOA chega em 30 de setembro e precisa ser sancionada até 22 de dezembro.
Uma das possibilidades avaliadas é revogação da data-base do funcionalismo. A justificativa é de que não há dinheiro em caixa para arcar com a reposição da inflação e mais o pagamento de promoções e progressões atrasadas, que no fim do ano devem chegar a R$ 700 milhões.
RECESSO
Cinco dos seis projetos de lei do quarto "pacotaço anticrise" passaram nessa terça-feira (20) em redação final, devendo ser encaminhados na sequência para sanção do governador Beto Richa (PSDB). A votação na Assembleia Legislativa (AL) durou menos de três minutos e ocorreu em bloco. Foram 30 votos favoráveis e 11 contrários. O único PL ainda a ser analisado é o 438/2016, que dispõe sobre as taxas de veículos de propriedade das empresas locadoras. A sessão foi a última deliberativa antes das eleições municipais de 2016, marcadas para o próximo dia 2.
Segundo o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), o motivo da pausa é o envolvimento dos parlamentares nas campanhas, principalmente no interior do Estado. Há na AL sete candidatos a prefeito: Maria Victoria (PP), Requião Filho (PMDB), Ney Leprevost (PSD) e Tadeu Veneri (PT) em Curitiba; Chico Brasileiro (PSD) em Foz do Iguaçu; e Márcio Pacheco (PPL) e Paranhos (PSC) em Cascavel. Destes, somente Victoria e Ney se licenciaram. Paranhos protocolou pedido de afastamento, mas retornou antes. Muitos políticos acabam, porém, apoiando postulantes aos cargos nos municípios onde possuem base eleitoral. (leia matéria completa na edição desta quarta-feira)


