Após eleições internas, PT começa articular alianças
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - Com a iminente reeleição do deputado estadual Enio Verri para o diretório do PT no Paraná, o partido já começa a se articular visando às eleições de 2014. Candidato do campo majoritário da legenda, com os apoios dos ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Comunicações), o parlamentar era o único dos quatro concorrentes no Processo de Eleições Diretas (PED) do último domingo a defender abertamente alianças com outras siglas. Roberto Elias Salomão, Ulisses Kaniak e Dr. Rosinha, que corriam por fora na disputa, costumam criticar a proximidade do PT com grupos "sem alinhamento ideológico".
"Nós entendemos que é preciso ter um amplo leque de alianças não só para ganhar as eleições, mas para gerir o País e o Congresso. Se há um consenso entre os quatro candidatos à presidência estadual de que nesses 11 anos nós revolucionamos o Brasil, é porque essas revoluções se passaram por políticas públicas aprovadas no Congresso, graças à base de apoio que nós temos", afirmou Verri.
De acordo com ele, o PT irá buscar, tanto para reeleger Dilma Rousseff à Presidência, como para garantir a vitória de Gleisi em âmbito estadual, se aproximar de todas as forças políticas, com exceção de PSDB, DEM e PPS. A expectativa do partido é ampliar a bancada na Assembleia Legislativa (AL) dos atuais sete para nove ou dez deputados e a bancada na Câmara Federal de cinco para sete. "Eu estou otimista. Acredito que a base do governo Dilma está muito próxima de se reproduzir aqui no Paraná. Estamos confiantes de que para isso acontecer é preciso tempo. E esse tempo começa agora, em novembro e dezembro, se intensifica a partir de fevereiro, mas só fecha mesmo nos últimos dias de junho."
O parlamentar também disse apostar na indicação de Osmar Dias (PDT) ao Senado, embora não esteja descartada a possibilidade de o PDT assumir o cargo de vice na chapa ao governo. Caso Osmar não aceite concorrer, o "plano B" seria o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT). "Se a vaga do Senado for do PT, o André já disse que coloca o nome dele à disposição. Agora, se for de outro partido, ele não irá colocar nenhum empecilho."
Quanto à articulação com o PMDB, o deputado falou que, desde o mês passado, tem se reunido com as principais lideranças e que a tendência é de apoio à Dilma nacionalmente e de candidatura própria no Estado.
PED
Até o fechamento desta edição, 38% das urnas do Estado tinham sido apuradas. A assessoria de imprensa do PT paranaense informou que a contagem estava demorando um pouco porque nem todos os 250 municípios participantes do PED enviaram as urnas ao diretório estadual. Verri liderava a disputa, com 5.447 votos, seguido de Dr. Rosinha, com 1.522, Kaniak, com 354, e Salomão, com 232.


