Após dois meses, Corregedoria diz que não vai investigar Nadai
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
A Corregedoria-Geral do Município (CGM) não vai instaurar comissão de sindicância para apurar possível falta profissional do presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), André Nadai, por ter sonegado imposto municipal. O pedido de abertura de investigação foi formalizado pelo prefeito Barbosa Neto no dia 3 de junho, após Nadai ter admitido publicamente a sonegação.
Após quase dois meses, a CGM entendeu que não tem competência para investigar ou punir membro de autarquia. É a própria companhia quem tem que fazer a investigação, segundo parecer assinado pela corregedora Silvana Troca.
O parecer foi encaminhado ao prefeito, que determinou à CMTU que instaure um processo administrativo disciplinar contra o presidente da Companhia para apurar eventuais irregularidades relativas ao não recolhimento de ITBI no imóvel adquirido por ele, informou a Secretaria de Comunicação.
Em entrevista coletiva na tarde de ontem, Nadai disse que ao receber a documentação da Corregedoria irá encaminhar à Procuradoria Jurídica da companhia. ''É a assessoria jurídica que faz todos os processos administrativos, de sindicância'', explicou Nadai. ''Se eu receber essa orientação, vou imediatamente pedir para que seja aberta essa comissão para que tudo seja analisado.''
André Nadai foi indiciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por falsidade ideológica já que adulterou a escritura do apartamento que comprou com sua esposa, Cristiane Hasegawa, também diretora da CMTU, em agosto passado por R$ 330 mil. Porém, para recolher valor menor do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), o casal registrou o imóvel por R$ 170 mil. O delegado do Gaeco, Alan Flore, entendeu que a sonegação não foi a única finalidade da adulteração da escritura e encaminhou as conclusões do inquérito à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, para que apure eventual enriquecimento ilícito do presidente da companhia.
Até agora, Nadai não foi denunciado pelo crime de falsidade ideológica porque o Minsitério Público pediu mais digilências que poderão elucidar outros fatos relacionados ao presidente da CMTU, como os R$ 29 mil encontrados, à época, em sua residência sem origem explicada, conforme o Gaeco. A sonegação rendeu a André Nadai multa de R$ 17 mil aplicada pela Secretaria Municipal de Fazenda.


