Após derrota, novas votações são adiadas
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quinta-feira, 08 de março de 2012
Gabriela Guerreiro <br> Folhapress 
Brasília - Depois da derrota do governo federal na indicação de Bernardo Figueiredo para a diretoria-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ontem o adiamento da votação de duas indicações de diretores da ANTT na Comissão de Infraestrutura do Senado. O governo adiou a votação por uma semana com o objetivo de ganhar tempo para costurar a aprovação das indicações na Casa - ou mesmo reavaliar os nomes indicados temendo novas retaliações. ''O governo tem de fazer uma avaliação das indicações'', disse o petista.
A presidente da comissão, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), tentou colocar uma das indicações em votação, mas acabou a retirando de pauta após pedido de vista de senadores. ''Com o pedido de vista, o governo terá agora uma semana para reavaliar a questão e trocar os nomes se achar necessário'', disse a senadora.
Os nomes dos diretores Mario Rodrigues Júnior e Hederverton Andrade Santos esperam por votação na comissão. Depois, têm que ser aprovados pelo plenário do Senado para que assumam as vagas na agência.
O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), disse que o governo ainda não avaliou como vai trabalhar para aprovar os nomes dos dois diretores por ter certeza que a derrota do nome de Figueiredo foi política, e não técnica. ''O problema não foram as acusações contra o Bernardo Figueiredo, mas a postura política adotada pelo PMDB'', disse o petista.
Surpresa
Pinheiro admitiu que o PT foi pego de surpresa na votação que derrubou o nome do diretor-geral da ANTT - numa ação orquestrada pelo PMDB e outros partidos aliados para dar um recado à presidente Dilma Rousseff sobre a insatisfação do partido no governo. Além do PMDB, senadores petistas também atribuem a derrota a outras legendas aliadas, como o PDT e o PCdoB.
Depois de deputados do PMDB assinarem manifesto com críticas e cobranças ao governo, parte da bancada no Senado decidiu mandar o recado ao governo na votação da indicação de Figueiredo - que foi secreta, o que permitiu dissidências sem eventuais retaliações do governo.
''Foi um posicionamento político de pessoas que estão insatisfeitas. O governo vai avaliar o que fazer. Existem insatisfações em vários partidos que foram manifestadas no voto secreto. A gente tem que entender o recado'', disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).


