Curitiba - A Assembleia Legislativa vai recadastrar pela segunda vez em menos de seis meses todos seus funcionários. A medida foi anunciada ontem, no fim da tarde, depois que deputados denunciaram a existência de servidores comissionados que teriam ''migrado'' dos gabinetes para a administração da Casa. Segundo o deputado Jocelito Canto (PTB), esse esquema serviria para alguns parlamentares conseguirem ter mais assessores dos que o limite de 23 cargos estipulados pelas novas regras de contratação da Assembleia.
O presidente da Casa, deputado Nelson Justus (DEM), anunciou o primeiro recadastramento depois das denúncias de que haveriam funcionários ''fantasmas'' contratados pela instituição. O processo foi presidido pelo deputado Durval Amaral (DEM) e concluído em meados de abril.
No entanto, depois da publicação da lista dos servidores da Casa deputados começaram a questionar a transferência de funcionários dos gabinetes para a administração. Justus chegou a justificar alguns casos, como o dos garçons que atendem o plenário e que estariam lotados na presidência e depois do cadastramento foram transferidos para a administração.
As explicações, porém, não convenceram os deputados. Na segunda-feira Canto pediu que a Mesa Executiva informe quem são as pessoas responsáveis pelas nomeações na administração. E sugeriu a Justus que os salários dos servidores ''migrantes'' não fossem pagos. O presidente da Casa disse então que iria analisar caso a caso a situação dos funcionários e exoneraria quem estivesse m desacordo com as novas normas.
O novo cadastramento deve ser concluído até o próximo dia 30 de junho. Todos os funcionários efetivos, estáveis e comissionados terão que comparecer à Coordenadoria de Recursos Humanos da Diretoria de Pessoal e regularizar suas lotações e documentos, informou a Assembleia. Segundo o comunicado, o novo recadastramento ''tem o objetivo de evitar equívocos no quadro de pessoal''.

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