Brasília - Um dia após substituir o terceiro ministro do PMDB, a presidente Dilma Rousseff discursou para prefeitos, governadores, parlamentares e militantes do partido, a quem chamou de ''aliado fundamental do meu governo''. Ela repetiu a expressão ''meu governo'' diversas vezes, posicionando o PMDB como ''parceiro''.
Dilma foi eleita em uma coalizão de partidos liderada pelo PT e pelo PMDB, partidos da presidente e do vice, Michel Temer, presidente de honra da sigla.
Em seu discurso, Dilma listou programas do governo e cobrou ajuda para aprovar outros, como o Pronatec, que está no Congresso. Ela agradeceu ''a ação firme do PMDB'' no apoio das bancadas do Congresso aos projetos do Planalto, com parlamentares ''sempre presentes e leais quando estão em jogo os interesses do país''.
Na quarta-feira, Dilma trocou o ministro do Turismo, depois que o titular da pasta, Pedro Novais (PMDB), foi alvo de denúncias de irregularidades. O novo titular, Gastão Vieira, foi escolhido da bancada do partido na Câmara.
Em demonstração da boa relação com o vice-presidente, Michel Temer, mesmo com as trocas de ministros, Dilma afirmou que construiu com ele um ''relacionamento profícuo e de confiança''. Ela afirmou que nos oito primeiros meses de governo, a parceria com o PMDB ''deu passos decisivos para encaminhar'' a qualidade dos serviços públicos, segundo ela ''um dos maiores desafios'' do governo.
A presidente afirmou ainda que PT e PMDB dão continuidade à aliança iniciada em 2003, no governo Lula. Dilma citou uma frase dos principais líderes históricos do PMDB, Ulysses Guimarães, para falar de um dos alvos de seu governo, o combate à pobreza extrema. ''O Estado de direito, consectário da igualdade, não pode conviver com o estado de miséria. Mais miserável que os miseráveis é a sociedade que não acaba com a miséria''.
Além de Novais, os ministros do PMDB que deixaram o governo foram Nelson Jobim, que ocupou a Defesa, e Wagner Rossi, da Agricultura.

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