Curitiba - O deputado Fábio Camargo (PTB) é o mais novo integrante da bancada de Oposição da Assembléia Legislativa. A decisão ainda é rescaldo da briga protagonizada pelo petebista e o líder do Governo, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). Camargo é autor de um requerimento que pede a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades no repasse de recursos públicos a Organizações Não-Governamentais (ONGs). O requerimento chegou a ser aprovado na Casa com o apoio da maioria. Na semana passada, porém, Camargo se surpreendeu ao saber que, por orientação do líder do Governo, os deputados retiraram as assinaturas do requerimento. Outros cinco pedidos de CPIs também foram enterrados. A FOLHA também divulga hoje o levantamento sobre a presença dos deputados nas sessões da Assembléia Legislativa, durante o mês de março. (Veja infográfico)
Romanelli argumenta que as comissões permanentes já existentes na Casa poderiam se responsabilizar pelas investigações. Camargo criticou a mudança de postura e disse que não pretende mais ''votar com um líder que não cumpre com a palavra''. Camargo é genro do secretário-chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, e pertencia à base de apoio do Executivo. Ele teria até conversado com o líder da Oposição, deputado Valdir Rossoni (PSDB), sobre o assunto.
O presidente da Comissão de Fiscalização, deputado Artagão Júnior (PMDB), prometeu estudar o material levantado por Camargo. Ele colheu documentos relativos às investigações que já correm no Tribunal de Contas e no Ministério Público sobre as ONGs no Estado.
Entre as funções das comissões permanentes, previstas no regimento interno, está a de ''emitir parecer sobre as proposições sujeitas à deliberação do plenário, opinando pela aprovação ou rejeição''. Um projeto de resolução de autoria do presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), promete, porém, agregar outras competências às comissões permanentes.

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