Manifestantes em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba: conflito deixa nove feridos
Manifestantes em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba: conflito deixa nove feridos | Foto: Guilherme Marconi/Folha de Londrina



A Polícia Militar isolou neste domingo (8) a área da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a primeira noite de prisão. Há um perímetro de cem metros de distância do portão do prédio da PF.

Um grupo de manifestantes passou a noite no local, mas ficou na parte externa do isolamento feito neste domingo pela Polícia Militar. O ex-presidente começa a cumprir a pena de 12 anos e um mês de prisão em sala especial na carceragem da PF.

Na noite de sábado (7), manifestantes contrários e favoráveis a Lula se exaltaram na chegada do petista por volta das 22h30. Para contê-los, a polícia usou bombas de efeito moral e fez um cordão de isolamento na área que já dividia os dois grupos. Nove pessoas ficaram feridas, das quais três adultos foram levados para hospitais da Capital. Apenas um era policial e os outros dois eram manifestantes a favor de Lula.

O episódio ocorreu no mesmo instante que helicóptero que trouxe o ex-presidente pousou no heliponto na cobertura do prédio e logo após o presidente estadual do PT, Dr. Rosinha, a presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Regina Cruz, e líderes do movimento favoráveis à prisão terem feito um acordo para recuarem pelo menos um quarteirão e se afastarem das grades da circunferência do prédio, em cumprimento a interdito proibitório concedido pelo juiz substituto Ernani Mendes Silva Filho.

As primeiras bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo foram disparadas pela Polícia Federal de dentro pra fora da sede da PF na hora da chegada do helicóptero com Lula. A PM agiu depois, com o Batalhão de Choque, para bloquear a área.

Dr. Rosinha e Regina Cruz isentaram a Polícia Militar de culpa e classificam a ação da Polícia Federal de dispersão dos apoiadores de Lula, na noite deste sábado, de "massacre". Os líderes informaram que, após acordo feito com manifestantes contrários e favoráveis para recuarem com os protestos, a PF lançou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo contra os movimentos sindicais e sociais que estavam em frente ao portão principal da Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba.

Para a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), as forças policiais deveriam estar preparadas para manifestações favoráveis e contrárias ao Lula.

mockup